É um tanto difícil acreditar que estou escrevendo este post, pois há exatamente dois longos anos e quatro meses, em março de 2009, as primeiras providências foram tomadas para que eu passasse um ano no exterior. De lá para cá, muito e nada aconteceu. Quis desistir, quis jamais pensar em desistir, pensei que fosse melhor largar de mão, pensei (e penso!) que nunca mais terei uma chance assim, coloquei minhas prioridades na mesa e as pesei.
No fim das contas, não são meus pais, não é minha irmã ex-intercambista e não são meus amigos que tomaram essa decisão por mim. É uma daquelas situações nas quais você está sozinho, por mais aparentemente banais que sejam. Afinal de contas, saí da asa dos meus pais há apenas um ano meio, o que foi suficiente para me apegar à rotina de faculdade, à minha única grande amiga de Santa Catarina, ao povo e à ideia de vir para casa no fim do semestre e rever minha família e amigas.
Um dos pontos que mais me fez relutante foi trancar a faculdade. A minha turma da faculdade temo nunca mais recuperar, os que não se perderem no caminho vão sempre estar um ano à frente. "Mas você vai perder um ano, Ethel!". Se perder um ano implica aprender espanhol decentemente, descobrir a cultura mexicana, conhecer pessoas de lá e do mundo todo, viajar, crescer e amadurecer, vai ser o ano mais bem perdido da minha vida e vou perdê-lo com muita honra.
Sem mais mimimi, estou a uma semana da maior mudança da minha vida e vou fazer o possível para manter esse blog atualizado. Ele e o canal de mesmo nome no Youtube.
Estamos quase lá!
E é claro que, como de costume, as malas estão longe de estarem prontas.